domingo, 1 de março de 2015

Numa manhã acinzentada


Quando acordada divago
um coro harpeja no meu inconsciente
uma cantata incompreensível
onde flutua o sol
e o mar se alonga no infinito.

Carente, percorro sem sentido
os labirintos desmesurados
onde os atrevimentos são possíveis.

Doloroso é o regresso a mim
encarando a certeza das memórias
que o tempo e o cansaço foram destruindo.

Assim se tecem as catarses.


HFM - Lisboa, 28 de Fevº 2015

6 comentários:

Ad astra disse...

e a delicadeza das palavras

Mar Arável disse...

Belo regresso

Teresa Durães disse...

Um regresso triunfante!

Graça Pires disse...

Reencontro-te nesta manhã acinzentada. E gosto do poema.
Um beijo.

heretico disse...

saúdo teu regresso.

belo percurso - dos labirintos.

Uouo Uo disse...

thank you

سعودي اوتو